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O Horror em Altos: Testemunho de uma Tragédia Indescritível



Como se não bastassem os desastres pelo mundo, Altos vivencia uma das cenas e situações mais horrendas dos últimos tempos. Não se tem notícia, na verdade, na história criminal deste município, de um crime tão bárbaro, tão cruel e desolador que, infelizmente, agora em primeira pessoa e despido de imparcialidade, eu pude testemunhar. Desde o momento em que o sujeito por nome de Marcos "Pipoca" sai, com muito da pele em frangalhos, perambulando de dentro da casa em chamas, coberta por uma nuvem preta e densa de fumaça e se lança na frente de uma moto, no que caem ele e o piloto que já vinha em baixa velocidade e ficou sem nada entender; em seguida, ao levantar-se, lança-se frente aos veículos que passavam já lentamente pela BR, Avenida Nossa Senhora de Fátima, e, diante da falha em sua ânsia suicida, desesperada e covarde, ao ser erguido e amparado por pessoas, apanha do chão um punhal e risca a própria garganta. Cai e lá fica a respirar, sangrar e esperar por socorro. Nesse momento tenso que perdura por alguns minutos, vejo sendo socorrido um garoto, enteado, de aproximadamente 12 anos, com pelo menos 80% do corpo queimado. O desespero e a incompreensão na cara do menino que não expressava a imensa dor que sentia eram indescritíveis. Ele entrou consciente e caminhando no carro de alguém que o socorreu. Dali em diante, vi que a mãe do garoto estava morta, dentro da casa com as chamas já controladas, esfaqueada por um homem, Marcos, que não aceitava o fim do relacionamento, e que ele, o menino, presenciou tudo. Diante de todo aquele cenário de horror, soube depois que a ex-sogra e outra pessoa teriam também sofrido o atentado e já haviam sido socorridas com seus graves ferimentos. Diante de tudo, reportei o que estava ao meu alcance e saí de nó na garganta e desolado como todos que presenciaram aquela barbárie.


Rubens Felix

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