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'Lista de Empregadores' do Trabalho Escravo Revela 34 Casos no Piauí


Um total de 248 empregadores foram adicionados à lista em todo o país nesta edição.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), através da Secretaria de Inspeção do Trabalho, anunciou na última sexta-feira (5) a atualização do Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como "lista suja".

No Piauí, especificamente, 34 empregadores foram incluídos na lista, representando um aumento significativo no número de registros. Entre os nomes listados estão: a Cerâmica J.A, em Barras; a Pedreira Vereda, em Flores do Piauí; a Pedreira da Prata, em Jerumenha; e a Fazenda Rosalina, em Cristino Castro, entre outros.

As atividades econômicas com o maior número de empregadores listados incluem trabalho doméstico (43), cultivo de café (27), criação de bovinos (22), produção de carvão (16) e construção civil (12).

A "Lista Suja", regulada pela Portaria Interministerial MTPS/MMIRDH nº 4, de 11 de maio de 2016, é atualizada semestralmente com o objetivo de trazer transparência aos atos administrativos resultantes das ações fiscais de combate ao trabalho análogo à escravidão. Essas ações são conduzidas pelos auditores-fiscais do trabalho do MTE, podendo envolver diversas autoridades.

O processo de inclusão de pessoas físicas ou jurídicas no cadastro ocorre após a conclusão do processo administrativo que avalia a ocorrência específica de trabalho análogo à escravidão, resultando em uma decisão administrativa irrecorrível de procedência. Os nomes dos empregadores permanecerão publicados por um período de dois anos, conforme previsto pela Portaria.



Foto: Ong. Repórter Brasil


O Ministério do Trabalho e Emprego reforça que a erradicação das formas modernas de escravidão continua sendo uma prioridade no Brasil, em conformidade com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8.7 da Agenda 2030 da ONU. Denúncias sobre trabalho análogo à escravidão podem ser feitas através do Sistema Ipê.


Fonte: GP1

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